Eu sempre gostei de esportes. Cheguei a participar dos campeonatos de vôlei organizados pelo governo entre as escolas estaduais. Essas disputas eram um sucesso. A gente torcia como se fosse seleção!!! O colégio onde eu estudava, o famoso "Daniel", tinha duas grandes quadras, uma delas coberta. E eu minha turma aproveitamos muito esse espaço.
Eu vivia no ginásio do Ibirapuera acompanhando as partidas de vôlei. Delirava com Xandó, Renan (o gato!!!!) Montanaro, Willian, Bernard e sua jornada nas estrelas....depois Mauricio (o gato 2!!!!), Carlão, Tande, Giovani, Marcelo Negrão. No basquete, amava ver o Oscar jogar. E vibrei quando a seleção foi campeã no Panamericano de 1987, em cima dos EUA. Eu gravei esta final em vhs. Há alguns anos entrevistei o Marcel, outro grande jogador de basquete, também medalha de ouro. Ele não tinha nada desta época. Providenciei uma cópia e mandei entregar. Quem diria...
Enfim, cresci com a vontade de ser repórter esportiva. O tempo passou, me formei e as oportunidades que apareceram foram em "geral". Peguei gosto por cobrir enchentes, trânsito, manifestações, greve e fui ficando.
Nas olimpíadas de Londres, vendo o José Roberto Guimarães ser campeão mais uma vez, me lembrei de um episódio. Eu estava no último ano de faculdade, em 1996, e escrevia para o caderno "Vestibular" do Diário do Grande ABC. Não me lembro da pauta, mas precisava entrevistar o Zé Roberto que na época comandava o time do Banespa. Passei uma manhã esperando na quadra e justo naquele dia, ele não apareceu. Deixei meu telefone com a secretária e expliquei a urgência.
No dia seguinte, na redação, telefone toca: oi Renata, é o Zé Roberto... com aquela voz serena, tranquila...
Eu, uma jovem estudante, quase caí dura do outro lado da linha. Confesso que deixei o telefone sem muita esperança de que ele retornasse. Pois é, me enganei...E a conversa foi ótima!! E no final, ele confidenciou: "a minha secretária disse que seu eu não te ligasse, você poderia perder o emprego, fiquei preocupado...". Expliquei que não era bem assim, mas agradeci a ligação rápida.
A gente colhe o que planta, acredito muito nessa frase. Por isso o Zé Roberto faz tanto sucesso. Parabéns por mais uma conquista!
sábado, 11 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O guarda!
"O senhor tem autorização para gravar no meio da rua?", perguntou o guarda ao cinegrafista. Ele, achando aquela pergunta absurda, respondeu que não e mandou: pode gravar!
Estávamos numa rua do centro de São Paulo gravando uma passagem (quando o repórter aparece na reportagem). Eu parada, cinegrafista na frente com câmera no tripé. Auxiliar do lado. Nada além disso. Chega o guarda e faz a pergunta. Tentamos argumentar que a rua é pública, não precisamos de autorização. O guarda emendou: "ah, mas você não pode armar o tripé aqui no meio da rua sem autorização."
O cinegrafista ainda perguntou: "qual é a lei que proíbe?". O guarda não soube responder. Em seguida, ele pega o rádio e diz: "Central, eles não estão me obedecendo".
Não acreditei no que estava acontecendo. Enfim, gravamos a passagem em meio a tudo isso e saímos. Pesquisei na internet e não encontrei nenhuma lei que proíba cinegrafistas de armarem tripé e câmera no meio da rua (não estávamos atrapalhando a passagem de ninguém). Empresas, hospitais, shoppings, lojas, eu entendo. Seguimos as regras. Se não pode, não pode. Mas na rua... tô passada!
Estávamos numa rua do centro de São Paulo gravando uma passagem (quando o repórter aparece na reportagem). Eu parada, cinegrafista na frente com câmera no tripé. Auxiliar do lado. Nada além disso. Chega o guarda e faz a pergunta. Tentamos argumentar que a rua é pública, não precisamos de autorização. O guarda emendou: "ah, mas você não pode armar o tripé aqui no meio da rua sem autorização."
O cinegrafista ainda perguntou: "qual é a lei que proíbe?". O guarda não soube responder. Em seguida, ele pega o rádio e diz: "Central, eles não estão me obedecendo".
Não acreditei no que estava acontecendo. Enfim, gravamos a passagem em meio a tudo isso e saímos. Pesquisei na internet e não encontrei nenhuma lei que proíba cinegrafistas de armarem tripé e câmera no meio da rua (não estávamos atrapalhando a passagem de ninguém). Empresas, hospitais, shoppings, lojas, eu entendo. Seguimos as regras. Se não pode, não pode. Mas na rua... tô passada!
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