sábado, 11 de agosto de 2012

Oi, é o Zé Roberto...

Eu sempre gostei de esportes. Cheguei a participar dos campeonatos de vôlei organizados pelo governo entre as escolas estaduais. Essas disputas eram um sucesso. A gente torcia como se fosse seleção!!! O colégio onde eu estudava, o famoso "Daniel", tinha duas grandes quadras, uma delas coberta. E eu minha turma aproveitamos muito esse espaço.
Eu vivia no ginásio do Ibirapuera acompanhando as partidas de vôlei. Delirava com Xandó, Renan (o gato!!!!) Montanaro, Willian, Bernard e sua jornada nas estrelas....depois Mauricio (o gato 2!!!!), Carlão, Tande, Giovani, Marcelo Negrão. No basquete, amava ver o Oscar jogar. E vibrei quando a seleção foi campeã no Panamericano de 1987, em cima dos EUA. Eu gravei esta final em vhs. Há alguns anos entrevistei o Marcel, outro grande jogador de basquete, também medalha de ouro. Ele não tinha nada desta época. Providenciei uma cópia e mandei entregar. Quem diria...
Enfim, cresci com a vontade de ser repórter esportiva. O tempo passou, me formei e as oportunidades que apareceram foram em "geral". Peguei gosto por cobrir enchentes, trânsito, manifestações, greve e fui ficando.
Nas olimpíadas de Londres, vendo o José Roberto Guimarães ser campeão mais uma vez, me lembrei de um episódio. Eu estava no último ano de faculdade, em 1996, e escrevia para o caderno "Vestibular" do Diário do Grande ABC. Não me lembro da pauta, mas precisava entrevistar o Zé Roberto que na época comandava o time do Banespa. Passei uma manhã esperando na quadra e justo naquele dia, ele não apareceu. Deixei meu telefone com a secretária e expliquei a urgência.
No dia seguinte, na redação, telefone toca: oi Renata, é o Zé Roberto... com aquela voz serena, tranquila...
Eu, uma jovem estudante, quase caí dura do outro lado da linha. Confesso que deixei o telefone sem muita esperança de que ele retornasse. Pois é, me enganei...E a conversa foi ótima!! E no final, ele confidenciou:  "a minha secretária disse que seu eu não te ligasse, você poderia perder o emprego, fiquei preocupado...". Expliquei que não era bem assim, mas agradeci a ligação rápida.
A gente colhe o que planta, acredito muito nessa frase. Por isso o Zé Roberto faz tanto sucesso. Parabéns por mais uma conquista!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O guarda!

"O senhor tem autorização para gravar no meio da rua?", perguntou o guarda ao cinegrafista. Ele, achando aquela pergunta absurda, respondeu que não e mandou: pode gravar!
Estávamos numa rua do centro de São Paulo gravando uma passagem (quando o repórter aparece na reportagem). Eu parada, cinegrafista na frente com câmera no tripé. Auxiliar do lado. Nada além disso. Chega o guarda e faz a pergunta. Tentamos argumentar que a rua é pública, não precisamos de autorização. O guarda emendou: "ah, mas você não pode armar o tripé aqui no meio da rua sem autorização."
O cinegrafista ainda perguntou: "qual é a lei que proíbe?". O guarda não soube responder. Em seguida, ele pega o rádio e diz: "Central, eles não estão me obedecendo". 
Não acreditei no que estava acontecendo. Enfim, gravamos a passagem em meio a tudo isso e saímos. Pesquisei na internet e não encontrei nenhuma lei que proíba cinegrafistas de armarem tripé e câmera no meio da rua (não estávamos atrapalhando a passagem de ninguém). Empresas, hospitais, shoppings, lojas, eu entendo. Seguimos as regras. Se não pode, não pode. Mas na rua... tô passada!